Ele não tem fé em nada. Anjos, demônios, santos e deuses fazem parte das lendas que gosta de ler e da arte que aprecia – mora nele a extrema inclinação para a beleza das pinturas, esculturas, gravuras e, claro, da literatura. Mas foi quando viajou à Turquia, naquele ano em que a vida andava a lhe doer, que prestou atenção no padre e soldado romano mais venerado das religiões. Nas muitas cavernas que visitou, estava lá, grafado em muitos ideogramas diferentes, a imagem de devoção ao cavaleiro corajoso que ousou enfrentar o imperador declarando-se cristão, sendo torturado e degolado. Mas o que ele gostou mesmo foi do mito que credita a Jorge arrebatar uma princesa das garras de um dragão e viver feliz para sempre. Dali pra frente, Jorge é seu ídolo. E ele, que mata um dragão por dia – no amor, no trabalho e dentro de si mesmo -, toda manhã agora se curva em reverência: “Salve, Jorge!”
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